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O BRASIL NO
CENTRO DO MAPA

O mundo está em transformação, o Brasil ganhará cada vez mais relevância e isso deve estar representado na cartografia, pois os mapas são referenciais para praticamente todas as áreas. É o que pensa Paulo Protasio, curador da exposição Brasil no [Centro do] Mapa, que acaba de ser aberta ao público no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB-RJ), reunindo 22 mapas que revisitam a realidade física desde o século XVI, quando eram feitos à mão, até os dos dias de hoje, produzidos por sistemas tecnológicos – alguns com o Brasil em posição central.

Para Protasio, o Brasil tem montanhas, rios, lagoas, e a maior cobertura vegetal do planeta, elementos que devem ser salientados em sua cartografia indicando as riquezas em recursos naturais e fontes de energia renováveis. “Temos expressão e valor inigualáveis, mas não nos vemos como somos de fato. É preciso desenvolver no brasileiro um olhar atento e mais generoso para si, de forma a transmitir ao mundo nossa força”, atesta.

A exposição faz parte da agenda de celebrações do Bicentenário da Independência do Brasil e dos 30 anos da Eco-92, com a realização da conferência Rio2030 - polo de mobilização pelo desenvolvimento sustentável junto à sociedade brasileira e à comunidade internacional, com foco na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). Todos os eventos são de responsabilidade da Autoridade do Desenvolvimento Sustentável, cujo diretor executivo é Protasio, que também preside a Câmara de Comércio, Indústria e Serviços do Brasil (Cisbra).

Protasio observa que o país no centro da perspectiva global, junto com a América do Sul – como apresentado em um dos mapas da exposição, que pertence à coleção do Ministério das Relações Exteriores –, dá a verdadeira dimensão continental com os dois oceanos, Pacífico e Atlântico. “Utilizamos aqui o mapa com a Europa no centro, o que cria distorções como a de que nosso continente conta só com o Atlântico, quando somos bioceânicos. Temos que pensar nas crianças que iniciam seu aprendizado com cartografias que reduzem nosso país”, explica.

Arte e história

Um dos destaques da mostra é a seção Cartografia de Anna Bella Geiger que conta com um vídeo inédito, duas gravuras e uma caixa-objeto. A artista de 89 anos tem renome internacional e desenvolveu um trabalho ímpar com mapas desde os anos 1970. Além de tesouros artísticos e históricos, a exposição conta ainda com quatro mapas atuais e temáticos com emissão de gás carbônico por habitante (CO2), lixo plásticos, unidades de conservação e energias renováveis.

O público vai encontrar cartografias de incomensurável valor histórico, como a Carta Rogeriana, do período de transição entre o domínio do Mediterrâneo por muçulmanos e a retomada por cristãos europeus; o Planisfério de Juan de la Cosa, de 1500, o primeiro a mostrar o continente americano; o Mapa de Alberto Cantino, de 1502, pioneiro na apresentação do litoral brasileiro; e o Terra Brasilis, de Lopo Homem e Antonio de Holanda, de 1519, que apresenta toda a costa brasileira, os índios e o pau-brasil.

A exposição Brasil no [Centro do] Mapa fica aberta ao público de forma gratuita até o dia 20 de junho. O CCBB funciona às segundas-feiras (não abre as terças) e de quarta-feira a sábado das 9h às 21h. Aos domingos, o horário é das 9h às 20h.

Brasil no [Centro do] Mapa

Período: 20 de abril até 20 de junho

Dias e horários: 2ª, 4ª, 5ª, 6ª feiras e sábados das 9h às 21h e domingos de 9h às 20h (Fechado - 3ª feira)

Local: Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB-RJ) - Rua Primeiro de Março, 66 - Centro do Rio de Janeiro

ENTRADA GRATUITA.